Suspeito relata uso de foto temporária e pagamento em dinheiro em plano para matar coordenador do CRB

Suspeito relata uso de foto temporária e pagamento em dinheiro em plano para matar coordenador do CRB
Foto: Reprodução

Por Redação


O planejamento do assassinato de Johanisson Carlos Lima Costa, conhecido como “Joba”, coordenador das categorias de base do CRB, foi descrito em depoimento por Symeone Batista dos Santos, de 29 anos, único preso até o momento na investigação. Ele passou por audiência de custódia nesta segunda-feira (26), quando a prisão em flagrante foi convertida em preventiva.


Segundo o relato, Symeone afirmou ter conhecido Juan — apontado como mandante — em uma empresa onde ambos trabalhavam. O contato inicial teria ocorrido no fim do ano passado, quando Juan o procurou por telefone perguntando se ele “teria coragem de matar”, alegando querer vingança contra alguém que o teria roubado.


Symeone disse que recusou executar o disparo e indicou um terceiro, conhecido como “gordinho”, com quem teria tido contato anterior no fórum, durante comparecimentos judiciais. A divisão acertada, conforme o depoimento, previa R$ 10 mil pelo crime, sendo R$ 5 mil para Symeone, responsável por levar o atirador e garantir a fuga de motocicleta, e R$ 5 mil para o executor.


A identificação da vítima teria sido feita por meio de uma imagem enviada pelo mandante em “visualização única”, exibindo o rosto e o tronco de Joba. De acordo com o preso, o atirador utilizou outro aparelho para fotografar a tela e preservar a imagem. As orientações sobre data, horário e local do crime teriam sido definidas por Juan e repassadas principalmente por ligações via WhatsApp, com a orientação de evitar o envio de áudios.


Ainda conforme o depoimento, na terça-feira anterior ao homicídio — ocorrido na sexta-feira (23) — Symeone recebeu um adiantamento de R$ 4 mil em dinheiro, em um encontro próximo a uma farmácia na saída do bairro Santa Lúcia. O restante do valor seria pago após a execução.


Symeone também relatou que o mandante avisou que apagaria contatos e foto de perfil após o crime e que retomaria contato futuramente com um novo número. O preso afirmou que decidiu colaborar com as autoridades porque, segundo ele, “a consciência pesou”.


O caso segue sob investigação da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).